Quando era criança, não me
importava muito com o aprendizado de línguas estrangeiras, uma vez que meus
pais e familiares mais próximos não falavam outra língua.
Meu primeiro contato com
outra língua foi na 5ª série, quando aprendi um pouco de francês na escola onde
estudava. Não tive muitas chances de praticar, pois, no ano seguinte, fui
transferido para uma escola onde ensinavam o inglês, língua que estudei até
completar o ensino médio. Sentia-me envergonhado perante os colegas de classe
por estar um ano atrasado em relação à matéria, apesar de meus colegas não se
importarem com nada do que aprendiam.
Tive apenas duas professoras
durante estes seis anos de estudo. Ambas eram ótimas pessoas, embora não
tivessem muita competência para ensinar. Lembro-me de poucas aulas que
utilizaram músicas e frases de filmes americanos. Na maioria das vezes, seguiam
à risca as matérias presentes nos (fracos) livros escolares que utilizávamos.
Além disso, à medida que aprimorava meus conhecimentos de inglês, percebia que
elas não tinham muita experiência prática com a língua (principalmente a
professora que deu aulas no segundo grau que, frequentemente, errava a
pronuncia das palavras).
Os jogos eletrônicos foram o principal fator que influenciaram meu interesse pela língua inglesa. Tenho o costume de
jogar desde pequeno. À medida que os jogos foram evoluindo, minha prática e
pesquisa na língua evoluíram também. No começo, eles contavam histórias
utilizando apenas textos nas caixas de diálogo. Isso me forçava a jogar com um
dicionário no colo, uma vez que tinha interesse em entender a trama. Após
alguns anos, os jogos começaram a empregar vozes na narrativa (Essencial nos
dias de hoje), me ajudando a associar as palavras a suas respectivas
pronúncias. Escutava também músicas estrangeiras, mas os principais
responsáveis pelo conhecimento que tenho são os jogos. Cito a professora Marise
Myrrha que, durante uma aula, contou um caso sobre seus filhos, e como um deles
que nunca tinha feito cursinho, tinha mais conhecimento que o outro que
estudava em um curso particular, apenas por ter um contato maior com jogos.
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