Para explicar a definição de
letramento, é preciso, a priori, refletir sobre o significado de alfabetização.
Segundo o dicionário digital
Michaelis
(2012), alfabetização é “1 Ato ou
efeito de alfabetizar. 2 Propagação
da instrução primária.” Sendo que alfabetizar equivale a “Ensinar a ler”. Para
o site Wikipédia,
alfabetização vai mais além, tratando não apenas do conhecimento básico de
codificação e decodificação, mas, englobando as capacidades de interpretar,
compreender, criticar, alterar e produzir conhecimento. Magda Becker Soares, em
seu texto “O
que é letramento? ” separa a alfabetização em duas categorias:
·
Alfabetização funcional, que corresponde à
denominação dada àqueles que aprenderam o alfabeto, mas, não fazem uso da
leitura e escrita.
·
Alfabetização em um sentido ampliado, a qual
ela chama de letramento.
Magda Soares define, então,
que uma pessoa letrada é aquela que utiliza de seus conhecimentos básicos para
fazer uso e se envolver em atividades de leitura e escrita. Segundo a autora, o
individuo precisa habituar-se a leitura de jornais, revistas e livros, ou seja,
participar deste universo.
A educadora afirma que as crianças precisam
ser alfabetizadas com materiais didáticos de qualidade (jornais, revistas e
livros) e lamenta a falta de uma metodologia adequada nos dias de hoje.
Paulo Freire
afirma que “na verdade, o domínio sobre os signos linguísticos escritos, mesmo
pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede
– a da 'leitura' do mundo, que aqui chamamos de letramento”.
Sendo assim, concebo o
letramento como o ato de por em prática seus conhecimentos de escrita e
leitura. Este ato, porém, deve pertencer ao contexto social daquele individuo.
Não adianta oferecer uma obra como “Dom Casmurro” a
um aluno que mora na favela. A literatura não pode ser desconectada do mundo em
que o individuo vive.
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